Manuel Zelaya, o presidente deposto de Honduras, cumpriu a promessa de retornar ao país. O político não apenas regressou como se alojou na embaixada brasileira, localizada em Tegucigalpa. Resultado: um imbróglio internacional que pode lançar o pacato verde-amarelo numa missão nada cordial.
Na manhã de terça-feira, 22 de setembro, apenas 24 horas depois de revelado ao mundo o paradeiro de Zelaya, a embaixada foi alvo de represálias – com a adoção de técnicas típicas de coação. Os serviços básicos, como os fornecimentos de água, telefone e luz foram cortados.
O Brasil já acenou aos norte-americanos, que, historicamente, não fogem à guerra. Do lado de fora do casarão, militares hondurenhos fazem barricadas à espera do ex-presidente. O país da América Central declarou toque de recolher e isolou o local depois da retirada dos mais de 4 mil manifestantes pró-Zelaya.
Vale lembrar que as embaixadas possuem status de território estrangeiro, sendo isentas das políticas regionais. O presidente Lula manifestou descontentamento com os fatos e sugeriu que o governo golpista reconduza o líder eleito democraticamente ao poder. Desde a deposição de Zelaya, em 28 de junho, diversas sansões foram impostas a Honduras.